No show de estreia da turnê “Claudya – Deixa Eu Dizer”, cantora recebe
Alaíde Costa, Patrícia Marx e Ayrton Montarroyos
Celebrando 60 anos de carreira, Claudya vive um momento especial de retomada aos grandes palcos com a estreia da turnê “Claudya – Deixa Eu Dizer”,espetáculo que revisita sua trajetória e reafirma a importância de uma intérprete potente e singular da música brasileira. Com carreira consagrada desde os anos 1960, a artista mantém sua obra viva e em permanente diálogo com o presente — especialmente após a canção “Deixa Eu Dizer” ganhar nova circulação quando Marcelo D2 a remixou, em 2008, apresentando sua voz a públicos mais jovens; desde então, a faixa permanece amplamente presente em sets de DJs e pistas pelo Brasil, mantendo sua circulação e atualidade até hoje.
Para a artista, “Esse show é a “celebração de um período importante da minha trajetória e a comemoração dos meus 60 anos de carreira”, ao comentar a oportunidade de abrir a temporada no palco da Casa Natura Musical. Este novo ciclo vem acompanhado do relançamento em vinil dos álbuns Jesus Cristo (1971) e Deixa Eu Dizer (1973), marcos de sua discografia e da música brasileira. “A ideia é passear pelos álbuns mais significativos da carreira. Levarei para o palco o melhor das canções que gravei na década de 70 como: “Menina Fulô”, “Só que deram o zero pro Bedeu”, “Pois é, seu Zé”, “Como dois e dois são cinco”, além de homenagear dois compositores importantes nessa trajetória que são Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle”, comenta Claudya sobre a escolha do repertório, que inclui ainda grandes sucessos de “Você, Cláudia, Você” (1971) e “Reza, Tambor e Raça” (1977).
No palco, Claudya será acompanhada por nove músicos, que imprimem uma roupagem contemporânea aos clássicos já conhecidos do público. Em uma ponte entre gerações, a noite de estreia contará com participações especiais de Alaíde Costa, Patrícia Marx e Ayrton Montarroyos.
Na década de 1970, Claudya alcançou alguns de seus maiores sucessos fonográficos, consolidando seu nome entre as grandes vozes da música popular brasileira. Em 1971, o álbum “Jesus Cristo” tornou-se um fenômeno de público, com destaque para a faixa-título, que contou com vocais de apoio dos Golden Boys e do Trio Esperança. Em 1973, gravou “Deixa Eu Dizer”, de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza — canção que dá nome à turnê e atravessa diferentes fases de sua carreira. Em 1982, destacou-se também no teatro musical ao interpretar “Não Chores por Mim, Argentina” na montagem brasileira de Evita. Já em 1994, reafirmou seu diálogo com o jazz e a música instrumental ao lançar “Entre Amigos”, em parceria com o Zimbo Trio.
Ao longo dessas seis décadas, Claudya consolidou-se como uma artista de reconhecimento artístico, sucesso popular e projeção internacional: gravou mais de vinte discos, foi recordista de vendas, lançou um LP em japonês com mais de 200 mil cópias comercializadas e recebeu prêmios como Roquette Pinto, Globo de Ouro e Troféu Imprensa. A turnê “Claudya – Deixa Eu Dizer”, reafirma, assim, o alcance atemporal de sua interpretação e a vitalidade de seu legado artístico.



