“Samba da Zenaide”, considerado um hino da luta contra o feminicídio, faz parte de campanha que conecta a cantora com o público e engaja outras artistas
Kell Smith – Capa do álbum Latino-Americana – crédito Pablo Grotto
“Ontem no morro houve uma conversa, que o João da Zenaide pegou ela no pau.” Em 2025, o Brasil registrou 1.568 casos de feminicídio, o equivalente a quatro mulheres assassinadas por dia, segundo os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A maioria das vítimas é formada por “meninas e mulheres que morrem dentro de casa, nas mãos de seus parceiros ou ex-parceiros”. Esse é o cerne da música “Samba da Zenaide”, da cantora Kell Smith, lançada no álbum “Larino-Americana,” em setembro do ano passado, e que agora vem à tona levantando o coro sobre a violência contra a mulher. “Mulher prendada e trabalhadeira / Acorda cedo e vai à luta pra vencer o mal.”
“Samba da Zenaide” não é apenas uma música; é um retrato da realidade brasileira. Com o aumento alarmante dos casos de violência contra a mulher, a canção se tornou um hino de denúncia, mas também de empoderamento, amor próprio e luta. Eu quero transformar essa música em um movimento, usando a arte como ferramenta de conscientização e criação de uma rede de apoio para as mulheres”, explica Kell.
Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a cantora vai usar as suas redes sociais para apresentar ao público, todos os dias, uma voz feminina da música brasileira, a partir da pergunta: “Se você só pudesse ouvir uma mulher hoje, eu te indicaria. A primeira citada foi Elis Regina. Acompanhe no Instagram kellsmith
Crédito Pablo Grotto



