O encontro entre o poder político e o financeiro promete revelar como a reforma tributária vai redefinir o papel do agronegócio na nova economia brasileira
As empresas do agronegócio entrarão em um novo ciclo de adaptação que vai muito além da contabilidade. Com a Reforma Tributária, o modelo tradicional de recolhimento baseado em PIS, Cofins e ICMS dará lugar ao sistema de IBS e CBS, que altera completamente o fluxo financeiro das operações. Os cálculos iniciais do setor indicam que a mudança pode alterar margens em até 15% em algumas cadeias, dependendo do grau de verticalização. Enquanto insumos terão redução de 60% nas alíquotas, produtos processados e exportações indiretas podem ser impactados pela limitação de créditos. Isso significa que os créditos tributários passam a ser vinculados ao pagamento efetivo, exigindo maior controle de caixa e rastreabilidade das transações. Além disso, a tributação no destino mudará o equilíbrio entre estados produtores e consumidores, impactando diretamente cadeias integradas, exportadoras e cooperativas. Empresas que hoje se beneficiam de incentivos estaduais precisarão reavaliar seus modelos de negócio, margens e precificação.
Com o setor em alerta, o ex-ministro da Agricultura vai se reunir hoje (15), com advogados, contadores, consultores e empresários rurais na sede do Grupo Studio, na Avenida Faria Lima, o primeiro espaço VIP do país criado exclusivamente para profissionais do direito e da contabilidade, com o objetivo de traduzir a nova legislação em estratégias práticas de sobrevivência e vantagem competitiva. O encontro acontece em um momento em que produtores e indústrias buscam entender como a transição para o IBS e a CBS afetará seus fluxos de caixa, créditos acumulados e regimes especiais de tributação. A complexidade das regras exige reestruturação de processos contábeis, revisão de contratos e análise detalhada de cada elo da cadeia produtiva. “O Brasil é um dos raros países que está tentando fazer uma reforma tributária antes de uma reforma administrativa. Estamos tratando apenas o lado da receita, sem nenhuma ação do lado das despesas. Por isso, não acho que a reforma atual vai melhorar o nosso sistema tributário”, afirma Antonio Cabrera Mano Filho, Ex-Ministro da Agricultura
A Reforma Tributária representa uma ruptura estrutural no modo como o Brasil tributa a produção, a comercialização e o consumo de bens e serviços. No caso do agronegócio, as mudanças vão muito além da substituição de siglas: o IBS e a CBS trazem um novo conceito de tributação no destino, o que significa que o imposto deixará de ser recolhido onde o produto é fabricado e passará a incidir onde ele é consumido. Essa inversão deve alterar a dinâmica entre estados produtores e consumidores, reduzindo a chamada “guerra fiscal” e exigindo novos critérios de planejamento logístico e societário. Além disso, a unificação dos tributos e o fim da cumulatividade criam um modelo de crédito financeiro mais transparente, porém mais técnico, que demandará controles mais rígidos e auditorias recorrentes. “Estamos vivendo a maior mudança fiscal das últimas três décadas, e o agronegócio não pode se limitar a reagir. É hora de compreender, planejar e se posicionar estrategicamente para que essa transição não se torne um obstáculo, mas um diferencial competitivo”, afirma Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio.
Dentro desse cenário, a Studio Agro, unidade especializada do Grupo Studio voltada ao setor rural e industrial, tem atuado para antecipar os impactos da reforma e orientar empresas na construção de uma nova governança tributária. A atuação inclui diagnóstico de riscos, recuperação de créditos e revisão de enquadramentos fiscais, com foco em eficiência operacional e conformidade regulatória. “Nosso papel é traduzir a complexidade tributária em soluções práticas. A reforma está exigindo que o produtor rural se torne também um gestor de eficiência fiscal. Quem entender isso primeiro vai garantir vantagem e sustentabilidade em um ambiente cada vez mais competitivo”, Monteiro.
Sobre o Grupo Studio
O Grupo Studio, fundado em 1996, é um dos maiores players em consultoria empresarial no Brasil, com mais de 350 escritórios e 700 unidades comerciais. A empresa atua na redução de custos, aumento de performance e compliance, atendendo mais de 20 mil empresas por meio de seu sistema de franquias.
Entre suas verticais de destaque estão a Studio Fiscal, referência em consultoria tributária e responsável por recuperar bilhões em créditos para empresas brasileiras, e a Studio Agro, voltada a soluções especializadas para o agronegócio. Com foco em inovação, o Grupo Studio já acumulou mais de R$ 16 bilhões em benefícios aos seus clientes, incluindo casos de sucesso como a recuperação de R$ 35 milhões em créditos tributários para uma única empresa.
Além de seus números impressionantes, o Grupo Studio foi premiado com a classificação GPTW (Great Place to Work) Brasil, um reconhecimento importante para sua cultura organizacional. Possui sua matriz operacional em Porto Alegre, em um espaço de mais de 3.000 m² e 250 colaboradores diretos, além disso também inaugurou recentemente sua flagship no coração da Faria Lima, em São Paulo.
Assessoria de Imprensa
Fabrizio Gueratto: 11 9 8272-8676
Priscila Oliveira: 11 9 8171 4242



