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Pracinha da rua Aspicuelta, com obras de Alê Jordão, será reinaugurada dia 17 de janeiro na Vila Madalena

Nos últimos anos, espaço público recebeu intervenção do artista paulistano transformando um não-lugar, abandonado, em praça-pomar e ponto de encontro da comunidade; evento é gratuito e começa às 14 horas
 

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Espaço público ressignificado: bancos esculturas de Alê Jordão foram a primeira intervenção na praça / Foto: Divulgação

São Paulo, janeiro de 2025 — A partir do próximo sábado, 17 de janeiro, a Pracinha da rua Aspicuelta, na Vila Madalena, será reinaugurada, a partir das 14 horas, em evento gratuito organizado pela galeria Choque Cultural. O espaço público, até então abandonado, recebeu, há dez anos, uma primeira intervenção artística de Alê Jordão, os chamados ‘bancos-esculturas’.

Começava ali uma mudança com impactos positivos para o bairro. O que era considerado um não-lugar, tomado pelo mato, tornou-se ponto de encontro dos vizinhos, recebendo também um captador de energia solar e um carregador de celulares. O pomar, que já existia há décadas, com abacateiro, mangueira, goiabeira, pitangueiras, limoeiros e pés de café, foi redescoberto pela comunidade e a Pracinha, como é conhecida, ganhou um novo significado.

“Não havia uma praça. E depois se transformou nesse local que todo mundo ama. Esse modelo de trabalho, em espaços públicos, o Alê Jordão levou depois para a Itália”, comenta o curador Baixo Ribeiro, da galeria Choque Cultural.

O projeto artístico, sem o objetivo de modificar radicalmente a Pracinha da Aspicuelta, manteve o terreno original intacto. “A vizinhança assumiu o espaço. Surgiram uma horta, gramado bem tratado, manutenção constante inclusive nas áreas menos utilizadas. A praça deixou de ser apenas uma instalação artística para se tornar um organismo vivo, sustentado pelo uso cotidiano, explica Ribeiro em seu texto curatorial.

“Eu usei peças de guard-rail para produzir o mobiliário que existe até hoje ali, dez anos depois da minha primeira intervenção. Criei uma chaise longue, uma namoradeira e um banco de praça. Depois vieram a casa de passarinho em madeira, com entradas para carregar celular, alimentada por uma placa de energia solar. Agora vamos inaugurar a Pracinha, convidando o público a repensar a cidade”, comenta Alê Jordão.

O artista tem uma trajetória de mais de 20 anos, marcada por transformar materiais diversos como neon, vidros blindados e guard rails em obras de arte que conectam a cultura urbana e a arte contemporânea. Além disso, ele vem construindo praças públicas com intervenções urbanas de grande impacto estético e social, como esta, na Vila Madalena, em São Paulo e em Milão, na Giardini Baden Powell.